segunda-feira, 25 de maio de 2015

O ANJO DE VENEZA

Oh, cidade morrente entorno de nós, Veneza morta, imortal...,
Para onde estás indo, depois de confluir tantos amantes,
De conjeturar tantos ímpetos ensurdecedores de poetas e
Escritores, tantos cantores agora sem voz, despejados como
Cinzas flutuante pelas ondas de teu mar.... ? Crematório de ti mesma,
Que corrói-te sempre, um pouco mais, esse mar artista artesanal,
para onde vai, depois que nós já tivermos ido, e por que
não fica um pouco mais?

Veneza resistente, morrendo sempre a cada batente de porta
Sofrida da maré, a cada onda batida, esculpindo teus dosséis, ardentes,
o véu de Corpórea proteção, tuas fachadas úmidas, tua pilastras
túmidas de tanto amar-se dentro de ti, nas tuas entranhas imortais.... 

Oh mar, como um pincel age incansável e sem temor, 
apagando teus quadris tão perfeitos, a erosão de tua dor, 
encurtando a distância da nossa Terra e do teu Ceú, 
sem pressa para terminar
sua obra prima magistral...
onde o Sol se põem vermelho, 
e a Lua se faz fada rubra de doce mel 
de misteriosa irresistível nudez 

Oh dial perdurável beleza!!!
Oh Colossal eterna Veneza, 
A obra prima celestial
Suspensa divina humana cidadela 
Eterna e sem fim!

Oh mausoléu dos anjos que ainda esperam
Terminar de guardar os homens, para em paz nela poderem dormir,
Para juntos, abraçarem os irmãos portadores da nova Ordem Mundial
Uma Paz sem tristezas, de humana insustentável leveza
E poderem assim sorrir à mesa como fariam numa flutuante cidade angelical
Suspensa por Deus, e elevada pela Luz dos nossos corações
Iluminados
Para juntos poderem
Flutuar com as asas abertas sobre a Terra
E a com a cidade flutuando sobre o Mar
Em eterna e insustentável
Beleza

Sendo assim, por ora,
descansem em paz,
os nossos irmãos, 
os Anjos de Veneza


FC



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                                                       TRAVIATA IN VENEZIA

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